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Dos Meus Livros

A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. Fernando Pessoa.

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Ele sorri e apaga a luz. Deitamo-nos e é completamente, totalmente, absolutamente estranho. Como de costume. Vou para a ponta da cama. Ambos estamos hirtos e temos cuidado para não tocarmos um no outro. Devo ser masoquista para me colocar nestas situações. Preciso de ajuda. Preciso de um psiquiatra ou de ser trancada numa cela acolchoada ou enfiar uma camisa de forças ou qualquer coisa.

Após o que parece ser uma eternidade, St. Clair respira profundamente e muda de posição. A sua perna encosta-se à minha e eu recuo.

- Desculpa - diz ele.

- Tudo bem.

- ...

- ...

- Anna?

- Sim?

- Obrigada por me deixares dormir aqui outra vez. A noite passada...

A pressão dentro do meu peito é torturante. O quê? O quê? O quê? O quê?

- Havia tanto tempo que não dormia tão bem.

O quarto está em silêncio. Depois de algum tempo, viro-me de novo. Devagar estico a perna até que o meu pé toca no seu tornozelo. A inspiração é abrupta. E então sorrio porque sei que ele não pode ver o meu rosto na escuridão.

Anna e o Beijo Francês,

Stephanie Perkins

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